A Prefeitura de Toledo anunciou que vai adotar uma postura mais rígida contra estabelecimentos envolvidos na compra e venda de produtos furtados ou roubados. A decisão foi reforçada após uma operação recente que resultou na prisão de 10 pessoas suspeitas de participação em furtos de fios, incluindo materiais de sistemas de energia solar.
Durante coletiva, o prefeito afirmou que o município passará a agir com tolerância zero nesses casos. Segundo ele, sempre que houver comprovação de irregularidades, a administração poderá cassar o alvará de funcionamento e determinar o fechamento imediato dos estabelecimentos envolvidos.
A medida tem como base uma legislação municipal já em vigor, que permite punir comércios que armazenam, distribuem ou comercializam produtos de origem ilegal. De acordo com a prefeitura, a partir de agora a aplicação da lei será mais rigorosa.
O delegado responsável pelas investigações destacou que o trabalho policial continua e novas apurações devem avançar. Ele ressaltou que o combate a esse tipo de crime precisa ser permanente, já que os prejuízos não se limitam ao valor dos materiais furtados, mas também impactam empresas e serviços essenciais.
O secretário de Segurança também enfatizou a importância da integração entre as forças de segurança. Segundo ele, a atuação conjunta tem permitido respostas mais rápidas e eficazes no enfrentamento dos crimes.
Como parte das ações, o município lançou a Operação Saturação, que amplia a presença da Guarda Municipal em bairros estratégicos. A iniciativa inclui viaturas em pontos fixos e patrulhamento constante em diferentes regiões, com o objetivo de aumentar a sensação de segurança e inibir a ação de criminosos.
A prefeitura orienta comerciantes a redobrarem a atenção quanto à procedência dos produtos adquiridos e reforça que a população pode contribuir com denúncias de situações suspeitas.
A decisão ocorre após uma operação conjunta entre Polícia Civil e Guarda Municipal que desarticulou um grupo suspeito de envolvimento em furtos de fios na cidade. Somente nesse caso, o prejuízo com os materiais foi estimado em cerca de R$ 100 mil, sem contar os custos de reposição e os impactos causados nos serviços afetados.
Segundo as autoridades, a estratégia agora é ir além das prisões e atingir também quem alimenta o mercado ilegal, fechando o ciclo desse tipo de crime no município.


